Quando ouvi falar nos "terríveis 2 anos" não acreditei: "Sabe essa bebezinha doce e tranquila que adora tudo o que vc faz? Espera ela fazer 2 anos". "Comigo não", iludi-me.
Começa aos poucos. Bebel não quer tal roupa, fazer tal coisa, comer, guardar, desligar, tomar banho, sair do banho, dormir, entrar no carro, sair do carro, calçar sapato, pentear cabelo, ficar de pé e não deitada no chão no meio do shopping.... A vida vira um inferno. Dá-lhe gritaria, choradeira, pitis homéricos. À menor contrariedade, bebel berrava, esperneava de parecer que estava tomando aquela surra. Às vezes esquecia o motivo, às vezes nem tinha motivo, mas a gritaria era como se tivesse. Gritos, suor e lágrimas.
Os terríveis 2 anos acontecem quando a criança começa a buscar sua propria autonomia, a afirmar-se no mundo como uma pessoa diferente de seus cuidadores, impor-se e testar seus limites. Haja saco! Por outro lado, é hora de moldar uma pessoinha que sabe dialogar, controlar-se, ser independente. Hora de impor a autoridade, de preferência de uma maneira calma e ponderada.
Durante mais de ano, tive que insistir pacientemente (outras nem tanto) que nas coisas importantes era aquilo e pronto: não pode almoçar assistindo TV, acabou acabou, hora de dormir e pronto, vamos sair agora e ponto final, bagunçou tem que arrumar (nessa fui meio negligente porque haja paciência).
Fato é que milhares, milhões de pitis depois, a frequencia vem diminuindo e hoje, para a maioria dos comportamentos indesejáveis, o stress acabou, Ainda rola uma gritaria para, por exemplo, desligar a televisão, mas é mais para ver se o limite ainda está lá. Eu agora peço Bebel para ensinar o irmão que não adianta gritar, adianta conversar. Por hora, com ano e meio, ele dá os seus pitis mas como não recebe atenção por isso, rapidamente vai fazer outra coisa mais útil. Está aprendendo com a irmã.
Os terríveis 2 anos existem e são um inferno. Mas passam e ficam umas crianças bem bacanas.
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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Reflexão Psicológica afetiva sobre os Cinco Patinhos da Xuxa
A música da Xuxa fala sobre 5 patinhos que vão passear e não voltam. Depois de muito drama, a mamãe pata vai procura-los e os encontra. A primeira vez que escutei, confesso que senti certo pânico: “será que os patinhos morreram?” e alívio quando eles são encontrados. A partir da 100° vez que escutei a música, minha parte preferida é quando o CD acaba.
Impressionante é a emoção genuína que essa música desperta nas crianças. Bebel e João cantam e fazem a coreografia no carro, no almoço, sozinhos. Na hora de maior desespero da mamãe pata, João imita a Xuxa que cobre os olhos e, com ano e meio, faz uma cara de sofrimento de dar dó. Bebel que já está mais descolada do que é historinha e do que é realidade, emociona-se também todas as vezes.
É a elaboração de um sentimento materno ancestral que eles captaram por empatia. Que a iminência da perda dos filhotes é o maior dor que uma mãe, pata ou não, pode experimentar. Os patinhos, muito sadiamente querem voar além das montanhas, a mãe fica gritando qua qua qua qua e não os libera para viverem suas próprias aventuras. Eles se mandam e nem tchuns. O drama é que eles não voltam nem dão notícias. Quando se vê sozinha, ela vai buscar os pestinhas e graças a Deus os encontra sãos e salvos. É a resolução de um conflito arquetípico. Que meus patinhos voem alto e longe, com responsabilidade, sempre dêem notícias e voltem sãos e salvos. Eu prometo não ficar gralhando quando eles resolverem viver suas proprias aventuras. Agora, se sumirem sem considerar as pessoas que se preocupam com eles, não vou ser gente boa como a mamãe pata que passado o alívio, não deu um corretivo nos irresponsáveis.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Bom de bico
João é um sedutor. Faz o errado e, pego no pulo, manda uns beijos muito estalados com uma cara muito marota.
E tem umas estratégias de defesa de irmão menor. Quando Bebel avança para pegar o brinquedo que está na mão dele, esconde nas costas, grita:" meu, meu, meu" e vem correndo atrás de mim para eu mediar o conflito.
E tem umas estratégias de defesa de irmão menor. Quando Bebel avança para pegar o brinquedo que está na mão dele, esconde nas costas, grita:" meu, meu, meu" e vem correndo atrás de mim para eu mediar o conflito.
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