Fui hoje na escola da Bebel falar da minha profissão, professora de adultos. As crianças, muito bem ensaiadas, deram "bom dia!" e ficaram sentadinhas em círculo. Dei as informações básicas. A professora já tinha as perguntas preparadas: tem recreio? tem uniforme? Cantamos músicas e foi lindo!
Quando fui buscar a Bebel, perguntei:
-"Gostou?"
- "Gostei".
- "Do que vocêgostou mais?"
- "Que você sentou no chão"
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sexta-feira, 6 de maio de 2011
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Educação de homens e mulheres no Séc XXI
Bebel e eu assistimos a essa propaganda pela primeira vez juntas. Eu achei a maior graça, ela me olhou espantada: "porque esse menino tem voz de menina?" e ainda completou: ;"é menino mesmo, não é?"
Well Bebel. É menina como nós duas.Esse jeitão é o que se espera de nós na rua e até em casa, mas não o tempo todo, muito pelo contrário. Antigamente, tipo no século passado, os papéis de homens e mulheres eram bem definidos. Homens podiam tudo e deveriam ser provedores machos. Mulheres podiam pouco e deveriam ser boas cuidadoras femininas. Quem era cinza ou colorido nesse preto-no-branco era pária social.
Duas ou três gerações atrás, as transformações nos papéis de homens e mulheres passaram a ser numa velocidade vertiginosa. Na sociedade ocidental, o lugar da mulher virou de ponta cabeça, para o alto e avante! Passamos a estudar mais, trabalhar mais, ter mais poder, mais dinheiro, menos filhos ficamos mais exigentes. Se ficamos mais felizes? Temos mais responsabilidades e também mais opções.
Sim, a propaganda é feminista no sentido de sinônimo de machista. Engraçada. Eu me vi na Marisa Orth. Quem não achou graça é um/a chato/a de galochas que não consegue rir nem de piada boa.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Mamãe vai trabalhar
Eu adoro o meu trabalho. Ser professora é uma profissão que me escolheu e quando dei por mim, não saberia mais viver sem a energia de estar numa sala de aula.
Bebel não se convencia que eu dava aulas para adultos. Quando eu saía, seja dar aulas 5 horas distante de casa, seja para dar aulas á noite em vez de coloca-la para dormir, percebia que ela não entendia muito bem o que estava acontecendo, tipo: "lá vai mamãe de novo não me amar".
Uma tarde, a faculdade de BH marcou uma reunião fora do meu expediente e eu resolvi leva-la. A expectativa foi criada e alimentada: "vamos no trabalho da mamãe!". Lá, ela ficou impressionada com o tamanho do prédio e encantada com a biblioteca ( na minha escola tem uma também, mamãe!). Participou da reunião como uma mocinha comportada e atenta, um olho no desenho que fazia, um ouvido na conversa. A coordenadora geral da faculdade chegou de surpresa e elogiou a maturidade da minha filha (será que pensou mal do meu profissionalismo?).
A reunião acabou uns minutos antes do início das aulas e passamos na sala onde leciono. Algumas pessoas já haviam chegado e nos cumprimentaram: "são meus alunos adultos, filha".
Na escola dela, antes do início da aula, a professora passa a rotina do dia no quadro branco. A minha filha, a srta. metódica, adora esse momento. Quando viu o quadro branco da faculdade, ocupando uma parede inteira, ela exultou: "é aí que você faz a rotina, mamãe?". Cresci aos olhos delas, que deve ter relacionado minha competência profissional ao tamanho do espaço que tenho para escrever no quadro.
A experiência valeu! No dia seguinte, ganhei dela um desenho de mim com longos cabelos e sapato de salto dando aula para adultos.
Bebel não se convencia que eu dava aulas para adultos. Quando eu saía, seja dar aulas 5 horas distante de casa, seja para dar aulas á noite em vez de coloca-la para dormir, percebia que ela não entendia muito bem o que estava acontecendo, tipo: "lá vai mamãe de novo não me amar".
Uma tarde, a faculdade de BH marcou uma reunião fora do meu expediente e eu resolvi leva-la. A expectativa foi criada e alimentada: "vamos no trabalho da mamãe!". Lá, ela ficou impressionada com o tamanho do prédio e encantada com a biblioteca ( na minha escola tem uma também, mamãe!). Participou da reunião como uma mocinha comportada e atenta, um olho no desenho que fazia, um ouvido na conversa. A coordenadora geral da faculdade chegou de surpresa e elogiou a maturidade da minha filha (será que pensou mal do meu profissionalismo?).
A reunião acabou uns minutos antes do início das aulas e passamos na sala onde leciono. Algumas pessoas já haviam chegado e nos cumprimentaram: "são meus alunos adultos, filha".
Na escola dela, antes do início da aula, a professora passa a rotina do dia no quadro branco. A minha filha, a srta. metódica, adora esse momento. Quando viu o quadro branco da faculdade, ocupando uma parede inteira, ela exultou: "é aí que você faz a rotina, mamãe?". Cresci aos olhos delas, que deve ter relacionado minha competência profissional ao tamanho do espaço que tenho para escrever no quadro.
A experiência valeu! No dia seguinte, ganhei dela um desenho de mim com longos cabelos e sapato de salto dando aula para adultos.
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