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quinta-feira, 12 de abril de 2012

Farão tudo o que eu mandar?

Minha mãe brincava comigo e com minha irmã de Boca de Forno. Quando a situação esquentava, ela dizia: “Boca de forno!”.


Minha irmã e eu: “Forno!”,

- “Farão tudo o que mandar?”,

- “faremos todos!”

- “E se não fizer?”

- “Ganharemos bolo!” (eu sabia, na época, que bolo é um tapa na mão. Achava engraçado bolo tapa ser igual a bolo comida e tinha certeza que não ia apanhar, mas a ameaça fazia parte da brincadeira. Isso acontecia no século passado, antes dos exageros politicamente corretos de educação de crianças)

- “Então, vai ali, vai ali, e dá 2 voltas correndo no quintal”, “50 pulos de um pé só”, “20 voltas em torno da mesa”

E lá íamos nós, fazer o que ela mandava, na felicidade de criança que brinca com a mãe. Ela podia ficar  fazer  coisas que os adultos fazem enquanto nós gastávamos a energia.

Hoje, brinco de Boca de Forno com meus filhos . Eles adoram. Bebel encabeça  e João vai atrás. E eu posso, às vezes, até sentar um pouco.

Para casa

O dever de casa na escola nova foi anunciado com um mês de antecedência. A expectativa da Bebel era enorme, e a minha também. Foi difícil convencê-la a jantar primeiro. Lápis, tinta, borracha e tesoura na mesa, sentamos os três, João também, para fazer um desenho sobre a Festa do Dever. Sim, a escola fez uma festa para comemorar o evento. É um jeito de valorizar disciplina, concentração, esforço intelectual, úteis a vida inteira.

É do jeito da Bebel querer fazer tudo certinho. Esforço nenhum acompanha-la nessa tarefa.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

a walk on the wild side

Achei que era hora de  levar as crianças para passear de avião e resolvemos passar uns dias no Rio de Janeiro. Criei a expectativa durante mais de um mês:  "nós vamos voar acima das nuvens, vamos no bondinho do pão de açucar, na estátua gigante, na praia  no dia 01 de abril.".

Chegamos na cidade 6 horas antes do check in do hotel e a aventura começou. Deixamos a mala lá e fomos para o Jardim Botânico onde acabamos no parquinho , brincando na areia, top 10 entre crianças . Na volta, eu comecei a me dar conta de que rodar de ônibus na cidade é eficiente, mas com duas crianças cansadas e sujas pode ser bem desgastante.

Nos 3 dias de viagem, fomos no Corcovado, no Pão de Açucar, em Copacabana. Tudo de ônibus, 2 meninos e 2 meninas. Não vou omitir que teve hora que eu jurei para mim mesma nunca mais encarrar um programa tão exaustivo, ainda mais com João na fase do "eu quero tudo do meu jeito agora, senão eu berro deitado no chão".

Mas o resumo é que valeu demais. Até porque, assim que em BH de novo tive um problema médico que nos deu um susto e passou. Deu pra pensar no que é importante, no que é preciso fazer para chegar ao importante, no que não tem jeito e no quanto esses momentos com meus filhos são importantes e breves.



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