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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Filhos em cenas

1

Comprei uma pulseira muito linda e mostrei para Bebel. Ela viu mas não falou nada. Ontem fui "chique no último" assistir ao hasteamento da bandeira na escola dela. Antes de entrar, ela falou:.
- Mamãe, vamos fazer um combinado?
-Claro.
-Você tira a pulseira e só coloca depois que você sair da escola, tá?

Agora é só esperar para ver se minhas roupas hiponguinhas vão continuar passando pelo crivo.

2

Carro para mim tem que ter rodas redondas, luzes que acendem e apagam e não ferver no engarrafamento. Tirando isso, o assunto não entra na minha realidade. As crianças, por livre e espontânea curiosidade descobriram que os carros vem de fábricas diferentes e tem nomes diferentes. Vêem o logotipo e sabem até diferenciar um Honda de um Hundai, coisa que aprendi com elas. João então, vai atento no detalhe. Outro dia, procurando o carro no estacionamento, ele apontou um carro e falou:
- Olha! A roda é igual à do seu carro!
Tive que parar para conferir porque se eu tivesse que responder qual a roda do meu carro numa prova, teria que chutar a resposta.

Voto de silêncio

Minha voz é instrumento de trabalho. Além disso, eu adoro conversar. De uns tempos para cá, resultado de muitas aulas, para muitos alunos em ambiente com ar condicionado, minha voz começou a falhar. Os sintomas rouquidão, dor na hora de falar, aspereza e garganta coçando. O tratamento médico: voto de silêncio. Como é dificil... O celular toca e não dá para atender. Vem aquela ideia boa para uma prosa e não dá para compartilhar. Até para fazer um sacolão é complicado.

Por outro lado, dá uma outra perspectiva para o feriadão sem crianças. Escrever, assistir a um filme, preparar aulas a até fazer uma pequena viagem. Tudo no mais completo silêncio. Vou finalmente seguir os conselhos de vovó:  em boca fechada não entra mosca, quem fala muito, dá bom dia a macaco, a gente tem dois ouvidos e uma boca para escutar mais do que falar.  Mas que tira um pouco a diversão, tira.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Nada melhor do que não fazer nada


Talvez eu seja  solar demais às vezes. Boa de ficar perto, mas cansativa no todo dia.

Moro num apartamento pequeno e fico com pena de desperdiçar manhãs de céu azul em casa, de segunda a segunda. Tem dia que tem as atividades extra curriculares. A gente sai cedo, emenda almoço na rua e vai direto para a escola. (a minha fobia de cozinha é assunto para outro post) Nos outros dias, invento programas como praça, casa de vó e etc. evitando a todo custo gastar uma manhã à toa em casa.

Ontem, depois de um final de semana de festa, clube, teatro, praça e visita, Bebel virou pra mim e pediu: "hoje vamos ficar em casa, mamãe?". Pois é, Damásio já havia ensinado sobre o ócio criativo mas Bebel precisou me lembrar da lição.