Trabalho a 20 km de casa, ou 1 hora e 10 minutos de trânsito engarrafado. Ia de carro sozinha, sem ar-condicionado, tomando multa sobre multa. Chegava no trabalho cansada, descabelada, com um mau humor do cão. Esse semestre radicalizei. Só transporte público. 30 minutos de metrô e 30 de ônibus por 10% do custo de ir de carro. Com risco menor de atrasar. O problema é a volta às 11 horas da noite. Deixo o carro na estação perto de casa e torço para dar tudo certo.
Foi uma ótima troca. Geralmente vou sentada na janelinha, lendo ou só tomando um vento, tranquila, tranquila. Tem aluno que me vê de salto alto no 304A e faz cara de: "coitada da professora! tão boazinha e tão pobre!...". Pelo contrário. Fiquei mais rica. Fiz mais amigos entre colegas, pois cada dia pego carona com uma pessoa diferente. Tem dia que eu desço na gameleira, tem dia que é na porta do meu carro.
O objetivo é dar aula perto e de manhã. Mas que hoje o transporte público resolve o meu problema, resolve.
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quarta-feira, 13 de março de 2013
domingo, 10 de março de 2013
A fé das mães
Alunos costumam perguntar sobre a minha religião. A resposta padrão é que eu creio em uma sabedoria transcendente. Cria-se um certo desconforto entre alguns do tipo: conversa desses ateus descrentes...
Hoje estávamos paramentados para curtir o domingo de sol no clube quando João falou que queria dormir, no meio da manhã. Assustei e dali a pouco meu filho estava com febre, suando debaixo da coberta. No meio da tarde estava com quase 39°. Dei banho, água, suco e ele dormiu no colo. Sem mãe e amigas por perto, preparei-me para ir para o hospital com duas crianças. No final do dia, João acordou bom, sem febre e comendo com seu tradicional apetite de pedreiro.
Uma pessoa amiga ligou informando que ia fazer orações e se eu queria ser incluída nas preces. Nessa hora, com toda a fé de mãe que passou por perrengue com saúde de filho pedi que agradecesse por mais uma graça alcançada.
Hoje estávamos paramentados para curtir o domingo de sol no clube quando João falou que queria dormir, no meio da manhã. Assustei e dali a pouco meu filho estava com febre, suando debaixo da coberta. No meio da tarde estava com quase 39°. Dei banho, água, suco e ele dormiu no colo. Sem mãe e amigas por perto, preparei-me para ir para o hospital com duas crianças. No final do dia, João acordou bom, sem febre e comendo com seu tradicional apetite de pedreiro.
Uma pessoa amiga ligou informando que ia fazer orações e se eu queria ser incluída nas preces. Nessa hora, com toda a fé de mãe que passou por perrengue com saúde de filho pedi que agradecesse por mais uma graça alcançada.
sexta-feira, 8 de março de 2013
Os cabeções do Acaiaca
Fomos no centro e mostrei para as crianças os cabeções do Edifício Acaiaca. Contei que eles cospem nos malvados, põem língua para os chatos e piscam para as crianças. Na volta, João falou:
- Eu vi, mamãe. O cabeção piscou para mim!!
Tenho certeza que ele viu mesmo e Bebel ainda teve a gentileza de me dar um sorrisinho muito cúmplice.
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