Se dá tudo certo é porque a criança é naturalmente bem dotada. Se dá errado, a culpa é da mãe. E ainda tem os traumas que a mãe dos outros provoca. Um coleguinha do João caiu e quebrou um dente de leite. Veio mostrar, meio tristinho, a janela precoce. Para tentar animá-lo, falei:
- Preocupa não. Esse dente cresce de novo, igual rabo de lagartixa.
Vi o horror estampado na cara do menino. Tentei consertar, distrair, remendar mas acho que ele vai ter pesadelos com isso, coitado. Lição do dia: metáfora não é coisa para criança.
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segunda-feira, 3 de junho de 2013
sábado, 25 de maio de 2013
O pirralho
O pirralho nasceu com um touch screen na mão. Eu só ensinei a ligar o aparelho. O resto ele aprendeu sozinho. Usa celular e tablet sem hesitação. Não gosta muito de notebook porque é seculo XX demais para ele, mas se só sobra "computador da mamãe" (porque entenderam que os outros aparelhos são de uso coletivo) ele chega no "youtube do mcqueen" sem esforço.
Atualmente TODOS os recordes do Angry Birds são dele, que me olha com uma carinha enfarada quando eu faço alguma besteira no jogo:
- "Mas mamãe, esse é o passarinho bomba."
Eu tinha uma impressão que esses brinquedinhos tecnológicos só isolavam o indivíduo. E pode acontecer mesmo. Porém, o que observo é crianças se reunindo em torno do aparelho e, se só tem um, todo mundo brinca junto. Tenho visto 2 a 4 crianças em torno do tablet, celular ou gameboy tendo uns papos cabeça sobre, por exemplo, como fazer uma boa perseguição policial, colorir ou sobre balística de passarinhos bravos. Se brigam, só levantam o olho para mim, avaliam o risco da brincadeira acabar para todo mundo e continuam brincando.
Atualmente TODOS os recordes do Angry Birds são dele, que me olha com uma carinha enfarada quando eu faço alguma besteira no jogo:
- "Mas mamãe, esse é o passarinho bomba."
Eu tinha uma impressão que esses brinquedinhos tecnológicos só isolavam o indivíduo. E pode acontecer mesmo. Porém, o que observo é crianças se reunindo em torno do aparelho e, se só tem um, todo mundo brinca junto. Tenho visto 2 a 4 crianças em torno do tablet, celular ou gameboy tendo uns papos cabeça sobre, por exemplo, como fazer uma boa perseguição policial, colorir ou sobre balística de passarinhos bravos. Se brigam, só levantam o olho para mim, avaliam o risco da brincadeira acabar para todo mundo e continuam brincando.
sexta-feira, 10 de maio de 2013
As modernidades
Um aluno perguntou o que fazer depois que o filho de 9 anos pediu para ter um perfil no facebook. Primeiro dei os parabéns ao pai pelo fato do menino sentir-se na obrigação de ser autorizado para criar sua identidade na mundo virtual. Respondi como mãe.
Assim que meus filhos pedirem para criar perfil em rede social eu vou falar com o melhor sorriso do mundo: "Mas é claro! qual vai ser a senha do seu perfil?". Falar NÃO é ineficiente uma vez que por mais obediente e bem educado que a criança seja, a pressão do grupo pode ser maior que o desejo de obedecer uma ordem familiar. Ainda mais, que os argumentos dos amigos serão "todo mundo tem", "que é superlegal", "não tem problema nenhum". O que, em partes, é verdade. A tendência é que, se proibida, a criança ou adolescente crie um perfil falso e faça e aconteça na rede sem nenhuma supervisão adulta. Isso sim é perigosíssimo!
O perfil vai ser feito no colo da mamãe e as diretrizes serão dadas, fiscalizadas e punidas, caso desobedecidas:
- Só pode adicionar pessoas conhecidas e mesmo assim depois de autorizada pela mãe ou pai
- Não pode postar fotos familiares para o público, só para amigos
- Não é para ficar sendo indiscreto com a própria privacidade e com a privacidade alheia (isso aprende com o tempo e tem gente que não aprendeu até hoje)
- Converse online sabendo que eu irei monitorar o histórico de conversações por alguns anos. (deletar conversa é infração gravíssima)
Já tem um tempo que eu venho contando histórias sobre o que os malvadões fazem na internet fingindo que são crianças amigas. E o que acontece com as crianças bobinhas que acreditam nos malvadões.
Em relação ao celular e smartphone, eu já postei a minha opinião aqui e aqui. É claro que pode! Empresto os meus, ensino como é que usa, a fazer chamadas de emergência para mim, para a polícia, sobre quanto custa cada ligação e o próprio aparelho. Eles pilotam o tablet que é uma beleza: baixam aplicativos, jogam, assistem youtube. Tudo supervisionado
O mundo é tecnológico e exceto se uma catástrofe destruir a sociedade como a conhecemos, a tecnologia veio para transformar o nosso jeito de pensar. Eu sou do século passado e só conheci internet na faculdade (pois é filhinhos, isso aconteceu pouco depois da extinção dos dinossauros). A geração do séc XXI é totalmente diferente. Sinto que o meu papel é disponibilizar as ferramentas e ensinar meus filhos a usa-las com responsabilidade e segurança. Sabendo que em menos de 10 anos, eles vão saber muito mais do que eu.
Assim que meus filhos pedirem para criar perfil em rede social eu vou falar com o melhor sorriso do mundo: "Mas é claro! qual vai ser a senha do seu perfil?". Falar NÃO é ineficiente uma vez que por mais obediente e bem educado que a criança seja, a pressão do grupo pode ser maior que o desejo de obedecer uma ordem familiar. Ainda mais, que os argumentos dos amigos serão "todo mundo tem", "que é superlegal", "não tem problema nenhum". O que, em partes, é verdade. A tendência é que, se proibida, a criança ou adolescente crie um perfil falso e faça e aconteça na rede sem nenhuma supervisão adulta. Isso sim é perigosíssimo!
O perfil vai ser feito no colo da mamãe e as diretrizes serão dadas, fiscalizadas e punidas, caso desobedecidas:
- Só pode adicionar pessoas conhecidas e mesmo assim depois de autorizada pela mãe ou pai
- Não pode postar fotos familiares para o público, só para amigos
- Não é para ficar sendo indiscreto com a própria privacidade e com a privacidade alheia (isso aprende com o tempo e tem gente que não aprendeu até hoje)
- Converse online sabendo que eu irei monitorar o histórico de conversações por alguns anos. (deletar conversa é infração gravíssima)
Já tem um tempo que eu venho contando histórias sobre o que os malvadões fazem na internet fingindo que são crianças amigas. E o que acontece com as crianças bobinhas que acreditam nos malvadões.
Em relação ao celular e smartphone, eu já postei a minha opinião aqui e aqui. É claro que pode! Empresto os meus, ensino como é que usa, a fazer chamadas de emergência para mim, para a polícia, sobre quanto custa cada ligação e o próprio aparelho. Eles pilotam o tablet que é uma beleza: baixam aplicativos, jogam, assistem youtube. Tudo supervisionado
O mundo é tecnológico e exceto se uma catástrofe destruir a sociedade como a conhecemos, a tecnologia veio para transformar o nosso jeito de pensar. Eu sou do século passado e só conheci internet na faculdade (pois é filhinhos, isso aconteceu pouco depois da extinção dos dinossauros). A geração do séc XXI é totalmente diferente. Sinto que o meu papel é disponibilizar as ferramentas e ensinar meus filhos a usa-las com responsabilidade e segurança. Sabendo que em menos de 10 anos, eles vão saber muito mais do que eu.
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