Conversando com outras mães de um casal de filhos cada, chegamos a uma opinião que gostaria de compartilhar aqui. Foi uma espécie de consenso depois de uma tarde de agradável conversa etílica.
A gente ama os filhos diferente. Sim, é verdade. A "quantidade de amor", se é que o amor é quantificável, é a mesma, mas a relação com cada um é diferente pois são pessoas diferentes.Pais e mães relacionam-se diferente com seus filhos meninos e meninas por motivos que parecem ter natureza individual, cultural e biológica. Mães paparicam mais os meninos e pais, as meninas. A ordem do nascimento influencia pois o caçula costuma ser mais protegido, mas o sexo biológico do filho tem estreita relação com o tratamento que a criança recebe de sua mãe e de seu pai.
As duas amigas coabitam com o pai das crianças, o que não é meu caso. O pai dos meus filhos é uma boa referência paterna, mas no cotidiano a lida é comigo. Logo, eu não tenho experiência em questões referentes à relação pai-filho homem, mas conheço muito bem as questões referentes á relação mãe-filha mulher.
Minhas amigas contaram sobre como os maridos são mais duros e exigentes com os meninos e como se derrentem para suas princesas, fazendo vontades, babando-se a cada cor-de-rosice da filha. E são plenamente retribuídos do jeito que só filha ama o bom pai. No caso dessas amigas que tem filhos já na entrada da adolescência, as duas espantam-se com o que parece disputas entre machos da espécie. Territórrio esse que costuma ter o tamanho de um apartamento de classe média e recursos que vão do controle remoto ao que tem na geladeira passando pela atenção da rainha do lar. Aí elas/nós vamos no sentido de proteger o príncipe, o nosso bebê, o homem mais maravilhoso que Deus colocou na Terra.
Com as meninas...Elas somos nós mesmas. A identificação com o que é o feminino está ali, um pedaço da gente fora de nós. Com o que tem de melhor e de pior. Falamos a mesma língua, sentimos as coisas perecido, temos as mesmas interpretações das coisas. Tudo muito. Somo tão exigentes com elas quanto com a gente, queremos que elas façam tudo do nosso jeito assim como elas querem tudo do jeito delas. Fêmeas disputando território. Quando uma das partes é madurinha madurinha como é o caso da Bebel, as argumentações são lógicas, racionais, bem elaboradas. Quando tem que fazer do meu jeito e pronto a a argumentação é só sentimentos. O vínculo com filha é um dos mais fortes entre duas pessoas no sentido de intimidade, cuidado. Quando rola uma briga aqui em casa, eu deixo bem claro: por enquanto quem manda sou eu, mas passo o posto assim que ela ficar adulta, o que não deve demorar.
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sábado, 3 de agosto de 2013
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Mapa da diversão.
Combinei um passeio na praça com as crianças. Elevador já estava no andar quando Bebel pediu para voltar pois tinha esquecido uma coisa muito importante. Voltou com um papel com números de 1 a 6 acompanhado de desenhos muito caprichados:
- O que é isso, Bebel?
- É um mapa. Olha. Número 1, escorrega, 2 balanço, 3 sobe-e-desce, 4 correr na grama, 5 ficar no seu colo, 6 voltar para casa. É para a gente saber o que vai fazer.
Nada como uma planilha, para deixar a brincadeira mais organizada.
- O que é isso, Bebel?
- É um mapa. Olha. Número 1, escorrega, 2 balanço, 3 sobe-e-desce, 4 correr na grama, 5 ficar no seu colo, 6 voltar para casa. É para a gente saber o que vai fazer.
Nada como uma planilha, para deixar a brincadeira mais organizada.
terça-feira, 23 de julho de 2013
Férias na casa de vó
Bebel e João estão na casa da avó usufruindo de todos os benefícios dessa convivência. Eu fiquei por aqui, cheia de tempo livre e saudade. Não vou ser hipócrita de falar que é ruim a vida solo mas o fato é que tudo me lembra os dois: clube, shopping, restaurante, todas as crianças do mundo. Às vezes vou no armário só para cheirar roupa deles.
Hoje recebi fotos e liguei. Mãe de filho bem cuidado sente mais falta da prole do que a prole sente falta da mãe. A avó reuniu os dois na frente do telefone e fez o esforço de mantê-los por perto enquanto eu derramava saudade neles: "Tudo bem? estão divertindo? Estão brincando muito? blá blá blá"
João nem se deu ao trabalho de render conversa. Deu um oi, falou que também estava com saudades, deu tchau e se mandou para brincar com o trem que anda sozinho.
Bebel me deu um pouco mais de atenção, mesmo meio impaciente de eu estar interrompendo o karaokê da Barbie Pop Star com a prima:
- Ei querida! Mamãe está morrendo de saudades. O que você está fazendo agora?
- Nada ué.
- Não está brincando?!
- Eu estava. Agora estou falando com você.
Pois é. A gente cria é pro mundo mesmo.Mas que mãe precisa mais de filho do que filho de mãe é uma verdade que só se entende depois que eles saem andando sozinhos.
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