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quarta-feira, 1 de abril de 2009

Mãe de bobs e chinelão


Meu celular estava com defeito e o do meu marido pifou numa quarta feira de chuva. Na atual conjuntura, não poderia ficar sem telefone. Para piorar estava sem carro, mas não teve jeito. Encaixei Bebel no quadril e despencamos de ônibus para o shopping. Sair nessas condições requer logística: calça comprida, tênis e disposição. Grávida de barrigão, a única calça que entra é a de ginástica.


Celular comprado, lanche feito, estava vendo as vitrines com Bebel quando me vi num dos mil espelhos do shopping e tomei um susto! Sabe aquelas mulheres de antigamente, cheias de filhos, que andam de bobs e chinelão na rua? Eu tinha virado uma delas! A umidade do ar tinha transformado meu cabelo num sanhaço, a roupa estava destoando da elegância das manequins e demais pessoas que transitavam no local. Chocada, peguei o ônibus e voltei pra casa, cabisbaixa.


Para trabalhar eu tenho umas roupas bacanas, mas para o básico: buscar filho na escola, passear com criança, ir no supermercado, etc., eu uso roupas confortáveis, rasteirinhas que, agora, me parecem cada vez mais mãe-de-bobs-e-chinelão. Como é que Angelina Jolie e Camila Pitanga fazem?

quinta-feira, 12 de março de 2009

Escola para neném

A gravidez antecipou a entrada da Bebel na escola. Uma vez que João nasce em junho, matriculamos ela na Educação Infantil no início do ano letivo. Uma surpresa de cada vez.

Visitamos umas dez escolas antes de escolher. A equação envolveu estrutura física, pedagogia, distância, preço, etc. Mas não há racionalidade nessa hora. A base da relação é confiança, sensação que envolve tanta coisa....

A adaptação para pais e crianças é um processo mais ou menos complicado. Marcante com certeza. A primeira semana foi de choro e estranhamento. Depois, todos vão acostumando, as novidades da escola vão ficando mais interessantes para as crianças. As mães vão cuidar da outra vida. Para nós foi tranquilo, Bebel se adaptou bem e eu pude ler o jornal inteiro e nadar de manhã pela primeira vez depois de ano e meio.

Aí vem as viroses, perebas e companhia. Achava que só acontecia com os outros, mas não, parece inevitável. A primeira virose começou numa quinta e no sábado já tinha pegado a família todo. Ossos do ofício, tive que aguentar 5 horas de viagem de ônibus com náuseas e etcs.

A escola ampliou a vida da Bebel. Ela aprendeu músicas que não sabemos, faz coisas que não ensinamos e nos surpreende o tempo todo com sua curiosidade. Não sei se pela idade e/ou imitação dos colegas aprendeu a dar pitis também, mas aí é outra história.