Eu entro no Orkut todo santo dia. Lá está a cara sorridente de amigos do Séc XX e XXI , em fotos com seus entes queridos. Cada um deles entra na minha realidade psicológica e vê-los todo dia dá uma reconfortante sensação de ser popular. No aniversário então, é uma beleza! Muitos mandam recados reafirmando amizade eterna.
Outro dia, uma amiga de verdade me fez pensar sobre essas amizades virtuais. À propósito do seu aniversário, disse ter recebido milhares de scraps no Orkut, mas que, em síntese, eram de pessoas que haviam sido notificadas pelo sistema e que, num momento de ócio, escrevem as mensagens regulamentares. Disse ela que queria eram amigos menos virtuais e a minha ficha caiu.
Há amizades em vários feitios. Amizade para sair, para conversar por telefone, pela internet, para falar de filhos, dieta, trabalho, namoridos, para ficar pensativa.... Enfim! Qual dessas seria uma amizade verdadeira?
Considero meus amigos, aquelas pessoas com quem tenho vontade de conversar. Quando um assunto me faz pensar naquela pessoa e eu ligo para ela, é minha amiga de verdade. È o caso dessa amiga. Eu sei do dia do aniversário dela, mas geralmente não sei em que dia estou e acabei não ligando para dar os parabéns. No dia seguinte, á propósito de um assunto qualquer liguei para bater papo e nem me toquei do esquecimento. Espero que ela não tenha ficado chateada. Que saiba que é a pessoa com quem gosto de conversar assuntos além-lar. Depois de um dia assistindo Discovery Kids, desenhando gatos e sapos, lendo livro de gravuras e trocando fraldas, ela é a mulher inteligente com quem gosto de bater papo de adulto.
Total de visualizações de página
segunda-feira, 1 de junho de 2009
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Mãe de bobs e chinelão

Meu celular estava com defeito e o do meu marido pifou numa quarta feira de chuva. Na atual conjuntura, não poderia ficar sem telefone. Para piorar estava sem carro, mas não teve jeito. Encaixei Bebel no quadril e despencamos de ônibus para o shopping. Sair nessas condições requer logística: calça comprida, tênis e disposição. Grávida de barrigão, a única calça que entra é a de ginástica.
Celular comprado, lanche feito, estava vendo as vitrines com Bebel quando me vi num dos mil espelhos do shopping e tomei um susto! Sabe aquelas mulheres de antigamente, cheias de filhos, que andam de bobs e chinelão na rua? Eu tinha virado uma delas! A umidade do ar tinha transformado meu cabelo num sanhaço, a roupa estava destoando da elegância das manequins e demais pessoas que transitavam no local. Chocada, peguei o ônibus e voltei pra casa, cabisbaixa.
Para trabalhar eu tenho umas roupas bacanas, mas para o básico: buscar filho na escola, passear com criança, ir no supermercado, etc., eu uso roupas confortáveis, rasteirinhas que, agora, me parecem cada vez mais mãe-de-bobs-e-chinelão. Como é que Angelina Jolie e Camila Pitanga fazem?
Assinar:
Postagens (Atom)