1 ano e 10 meses. Enquanto assistia a um vídeo dela mesma correndo atrás de uma bolinha , gritou: “Corre, Bebel!”
2 anos. “Bebel, me dá o seu dedinho?”. “Me dá.”
Bebel 2 anos. Procurávamos um brinquedo sumido. Perguntei retórica:” Cadê o brinquedinho?”. “Foi trabalhar.”
2 anos. Bebel conjuga os substativos no plural ,mas não os artigos, então é : “O dedinhos, a bolinhas”, num S muito caprichado.
2 anos: “Bebel, calçou o sapato?”, “Calcei.”, “Fez xixi?”, “Fazei.”
2 anos e 5 meses: “Bebel, fez xixi?”, “Fiz”, “Deu descarga?”, “Di”
Bebel, aos 2, sempre recomenda que eu dirija bem devagarzinho. Provavelmente aprendeu na escola uma vez que eu só dirijo em ruas movimentadas na velocidade do trânsito, uns 40/60 km por hora. Mesmo assim ela fala: “Devagarinho mamãe, pesado não”.
“Bebel tem 2 aninhos. E você, mamãe?”, “32”, “Igual eu.”
“Qual é o seu legume preferido, Bebel?”, “Batata frita”. Pensei; “Da mamãe também, filha”.
Aos 2 anos puxou assunto sobre super-heróis sem que nunca tivéssemos conversado sobre isso. O Hi-5 já tinha apresentado o tópico. Perguntei o que era super-herói. “È o que fica com uma mão para cima”. “E o que eles fazem?”,”Dançam.”
2 anos e 2 meses. “Bebel, espera um pouquinho. Depois que acabar aqui, a mamãe vai ficar abraçadinha com vocês”, “Abraçadinha não! Brincando.”
2 anos e 2 meses: “Bebel, vamos comprar uma cadeirinha para o João passear de carro igual grandinho”, “Igual duas Bebéis”.
2 anos e 3 meses. “Bebel, vamos dar esse danoninho para o João?”. Ela coloca o potinho no colo dele. “Ele é muito pequeno. Você quer dar danoninho na boca dele?”, “Eu não. E você?”
2 anos e 4 meses. Bebel comia um danoninho e João fez ela derrubar um pouco na perna. Ela começou a chorar um draminha: “O danoninho distraiu, mamãe”
Bebel 2 anos e 5 meses. “Eu não cabeu na cadeirinha do João.”, “ Eu não coube. Você coube?”, “Quibe”.
“Deu para a vovó, Bebel?”, “Di.”
100% das vezes, Bebel corrige se eu me refiro ao João como lindão, tutuzão.
Bebel tornando mais engraçada a tarefa de limpar uma calcinha encocozada: “Olha no vaso! A mamãe cocô e os filhos cocozinhos”.
Passavamos de carro pelo lava-rápido, e Bebel pediu: “Vamos lavar o carro?”,”Hoje não. A mamãe não tem dinheiro.”Ela fez uma cara amuadinha: “Todo mundo tem dinheiro. Só a mamãe que não”.
2 anos e meio. “Quem tocou a campainha, mamãe?”,”O jornal.”, “Sozinho?”
“Bebel, que cor é o seu cabelo?”, “Cor de rosa, igual o da mamãe”
“Mamãe, abúta (abotoa)?”
2 anos e 7 meses. Bebel encenava a história da Dona Baratinha. O sapão propõe casamento e mostra o barulho que faz à noite. D. Baratinha odeia o barulho e fala: “Eu não quero se casar com você”.
2 anos e 7 meses. Bebel brincava com os Backyardigans: “Venhem coleguinhas!”
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segunda-feira, 28 de junho de 2010
sábado, 19 de junho de 2010
Ensinando o perigoso
O mundo real é muito mais interessante que o mundo asséptico de muitas crianças "privilegiadas". Tenho duas crianças com menos de 3 anos, ainda sem muita noção dos perigos que estão à sua volta. Incentivo os dois a explorarem o ambiente onde vivem: que abram gavetas, portas, vejam o que tem atrás da TV, do armário, que corram e subam no alto.
Os perigos mais perigosos como cortantes e químicos são trancados fora do alcance. O "PST NÃO" é para chamar a atenção em vez de aterrorizar.
O resto todo faz parte da brincadeira e os brinquedos ficam em lugar de fácil acesso. Mesmo sob supervisão e cuidado, explorar envolve risco como dedinhos presos, cabeçadas, tropicões e outras vicissitudes que a médio prazo ensinam mais do que doem.
Na medida do interesse deles, vou ensinando sobre talheres, quente/frio, alto, carros, tomadas, quinas, etc. Não ignoro os perigos envolvidos, mas acredito que ensinar habilidades (e mais tarde responsabilidade) para lidar com perigos e aventuras faz pessoas mais interessantes. Muito melhor que blindar com papel bolha.
Os perigos mais perigosos como cortantes e químicos são trancados fora do alcance. O "PST NÃO" é para chamar a atenção em vez de aterrorizar.
O resto todo faz parte da brincadeira e os brinquedos ficam em lugar de fácil acesso. Mesmo sob supervisão e cuidado, explorar envolve risco como dedinhos presos, cabeçadas, tropicões e outras vicissitudes que a médio prazo ensinam mais do que doem.
Na medida do interesse deles, vou ensinando sobre talheres, quente/frio, alto, carros, tomadas, quinas, etc. Não ignoro os perigos envolvidos, mas acredito que ensinar habilidades (e mais tarde responsabilidade) para lidar com perigos e aventuras faz pessoas mais interessantes. Muito melhor que blindar com papel bolha.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Amizades não virtuais
Eu entro no Orkut todo santo dia. Lá está a cara sorridente de amigos do Séc XX e XXI , em fotos com seus entes queridos. Cada um deles entra na minha realidade psicológica e vê-los todo dia dá uma reconfortante sensação de ser popular. No aniversário então, é uma beleza! Muitos mandam recados reafirmando amizade eterna.
Outro dia, uma amiga de verdade me fez pensar sobre essas amizades virtuais. À propósito do seu aniversário, disse ter recebido milhares de scraps no Orkut, mas que, em síntese, eram de pessoas que haviam sido notificadas pelo sistema e que, num momento de ócio, escrevem as mensagens regulamentares. Disse ela que queria eram amigos menos virtuais e a minha ficha caiu.
Há amizades em vários feitios. Amizade para sair, para conversar por telefone, pela internet, para falar de filhos, dieta, trabalho, namoridos, para ficar pensativa.... Enfim! Qual dessas seria uma amizade verdadeira?
Considero meus amigos, aquelas pessoas com quem tenho vontade de conversar. Quando um assunto me faz pensar naquela pessoa e eu ligo para ela, é minha amiga de verdade. È o caso dessa amiga. Eu sei do dia do aniversário dela, mas geralmente não sei em que dia estou e acabei não ligando para dar os parabéns. No dia seguinte, á propósito de um assunto qualquer liguei para bater papo e nem me toquei do esquecimento. Espero que ela não tenha ficado chateada. Que saiba que é a pessoa com quem gosto de conversar assuntos além-lar. Depois de um dia assistindo Discovery Kids, desenhando gatos e sapos, lendo livro de gravuras e trocando fraldas, ela é a mulher inteligente com quem gosto de bater papo de adulto.
Outro dia, uma amiga de verdade me fez pensar sobre essas amizades virtuais. À propósito do seu aniversário, disse ter recebido milhares de scraps no Orkut, mas que, em síntese, eram de pessoas que haviam sido notificadas pelo sistema e que, num momento de ócio, escrevem as mensagens regulamentares. Disse ela que queria eram amigos menos virtuais e a minha ficha caiu.
Há amizades em vários feitios. Amizade para sair, para conversar por telefone, pela internet, para falar de filhos, dieta, trabalho, namoridos, para ficar pensativa.... Enfim! Qual dessas seria uma amizade verdadeira?
Considero meus amigos, aquelas pessoas com quem tenho vontade de conversar. Quando um assunto me faz pensar naquela pessoa e eu ligo para ela, é minha amiga de verdade. È o caso dessa amiga. Eu sei do dia do aniversário dela, mas geralmente não sei em que dia estou e acabei não ligando para dar os parabéns. No dia seguinte, á propósito de um assunto qualquer liguei para bater papo e nem me toquei do esquecimento. Espero que ela não tenha ficado chateada. Que saiba que é a pessoa com quem gosto de conversar assuntos além-lar. Depois de um dia assistindo Discovery Kids, desenhando gatos e sapos, lendo livro de gravuras e trocando fraldas, ela é a mulher inteligente com quem gosto de bater papo de adulto.
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