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sábado, 30 de abril de 2016

O predador

João foi um menino de apartamento até o final do ano passado. Natureza. só no clube, devidamente controlada. Quando mudamos para a roça, ele se descobriu.

A primeira etapa da transformação foi ele virar naturista. Virou um custo convencê-lo a vestir roupa quando estava no quintal. Só quando chegavam visitas, e mesmo assim, dependendo da visita.

Aí nós fomos acampar. Vê-lo andando no mato, subindo pedra, nadando em cachoeira foi ver um bichinho no seu habitat. E ele não cansou de surpreender. Perguntou quando ia ser a próxima viagem e se a gente podia pescar. Pescar??!!  De onde ele tira essas ideias? Pescar pra que, João? Ele não tinha dúvidas:

- Para não precisar comprar peixe, uai.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Memórias afetivas

Esse texto delicado sobre Memórias afetivas me lembrou Rubem Alves ensinando que o que o coração ama fica eterno.

A gente vive cotidianamente de um lado para o outro, pagando contas, trabalhando, mantendo as crianças limpas e alimentadas, num trabalho de formiguinha. No meio disso, alguns momentos ficam eternizados. É aquela hora em que a gente olha pro filho sendo ele e pensa: "que bichinho bunitinho".

E torce para que eles tambem tenham  tirado retratos afetivos dos momentos que viveram. Das conversas, dos cheiros, das experiências (que espero que tenham sido mais boas que ruins). Porque é isso o que nos constitui e o que de importante que a gente leva na bagagem. Mais nada.


sábado, 23 de abril de 2016

A senha

Quando cheguei em casa, encontrei com uma cena digna de sonhos. As crianças na escada me esperando, morrendo de saudades. Uma coisa linda! Só desconfiei que o amor estava demais quando um  dos dois falou, como se fosse inocentemente :
- Sabe de uma coisa? a gente não está conseguindo entrar no netflix....