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quarta-feira, 4 de julho de 2018

Meu coração bate feliz quando te vê


Hoje é o aniversário dele! Há 9 anos, veio ao mundo um menino para me ensinar um monte de coisas.

Aos 6 meses e 1 dia, parou de mamar  por vontade própria. Já estava satisfeito e pronto para a comida . Desde então, vem recusando gentilmente todas as minhas tentativas de tratá-lo como meu bebê caçula. Aprendeu a se cuidar, trocar de roupa, alimentar-se sozinho porque queria a própria autonomia. A irmã vais velha ajuda dando o exemplo, mas é dele querer se virar.


Às vezes vai passear, distraído, no "Planeta João", que deve ser bem divertido, pela cara que ele faz quando está entretido com os próprios pensamentos.

Acho que é uma alma bem antiga. Eu não lembro de ter estabelecido uma rotina de estudos, mas o para casa é feito pontualmente assim que chega da aula. Preocupa-se com super bactérias, inteligência artificial, a fome no mundo e a queda do wi-fi.  Guarda chocolates para mim, divide o último biscoito e sempre pensa na justiça em tudo o que faz. Era um escoteiro antes mesmo de entrar no escotismo. Tem umas opiniões que costumo levar em conta nas minhas decisões porque  é de uma sensatez além dos seus 9 anos de experiência.

Eu dou amor e o mapa, o resto ele faz sozinho.



 .


quinta-feira, 7 de junho de 2018

Declaração de amor




Quando eu virei mãe, não sabia o que seria. Pedi para Nossa Senhora que mandasse filhos razoáveis, mas não esperava tanto. Juro!

Hoje, 10 anos depois, vejo que no meio das atribulações, erros e acertos, estão sob minha responsabilidade 2 seres humanos sensacionais: inteligentes, responsáveis, altruístas, carinhosos e bem humorados. Uns dizem que é sorte, outros vêem o esforço (que nem é tanto assim). Às vezes me pergunto, como eu, que sou tão gauche na vida, estou conseguindo fazer o que pode ser considerado em “bom trabalho”. Não sei. Eu gosto. Gosto de ser mãe, de estar perto, de conviver, não me sinto privada de nada mais importante do que eles.

Minha meta sempre foi educar com amor para a independência. Se eu acho que estou dando autonomia demais, eles pedem mais responsabilidades. Se eu acho que estou piegas demais, me pedem mais beijos e abraços. Aí eu vejo que estou no caminho certo e me emociono. (Eu sou piegas mesmo)

Quando vejo os dois, compenetrados em suas obrigações, cuidando de si, me dando a mão (quer eu ou eles precisem ou não), me beijando sem motivo, rindo das nossas inside jokes,  penso: “taí o Sentido do movimento todo, desde que a primeira molécula se autoduplicou”

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Toca Raul!





A aula era para estudantes do Ensino Médio sobre para que a filosofia servia. O debate começou com Sócrates só sabendo que não sabia de nada, não entrou duas vezes no mesmo rio com Heráclito e chegou na metamorfose ambulante de Raul Seixas.


Todo mundo com celular na mão, uns alheios à aula e uns no google, checando as informações.

- "Como disse o filósofo Raul Seixas, prefiro ser.....
- (Sala em silêncio )
- "essa metamorfose ambulante..."
-  (Sala em silêncio desconfortável)
- ... Do que ter.....
- (Sala ainda em silêncio desconfortável)
Um grupo de alunos levanta a mão ao mesmo tempo:
- Esse Raul Seixas não é filósofo, é cantor. E isso aí não é uma citação de filósofo, é uma música! Prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo

Como não amar esse trabalho?