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segunda-feira, 5 de junho de 2017

Festa Junina

As festas em junho são antigas. Comemoravam o solstício que indica que mudaram as estações e/ou o valha-me, Deus! 

As Festa juninas tradicionais da minha cultura tem fogueira, bandeirinhas,canjica, caldos, pipoca, quentão. Tudo simples e muito. As brincadeiras são coisas de adulto e de criança e a quadrilha, o evento da noite.

As escolas conseguiram  deixar tudo muito chato. A quadrilha foi transformada em um show para pais. Um espetáculo é gerador de estresse e desprazer antes e durante o evento, com seus ensaios chatos e auditórios cheios. Geralmente, só mais tarde na vida, livre dessa camisa-de-força escolar é que é possível divertir dançando quadrilha.



Educanto promoveu um sábado de Brincadeiras Juninas. As crianças pesquisaram s no google e eu fiz uma pesquisa entre os amigos: "O que tem que ter em uma festa junina?". Houve unanimidade em torno da corrida de ovo, corrida de saco e correio elegante. Bingo, pescaria e quadrilha ranckearam.



As crianças brincaram de corrida de saco e de ovo. Quem nunca?






As meninas enfeitaram a entrada com as bandeirinhas. Uma musa deve ter passado por lá porque quando eu vi elas estavam brincando e cantanto Trevo de AnavitóriaTrem Bala de Ana Vilela




As crianças, deixadas em seu estado natural (e proibidas de ter acesso ao celular) inventaram as próprias brincadeiras.




Nem tudo foram flores. Escondidinhos, um grupo de criança pegou em celular e mudaram de dimensão. Tive de proibir, e, obviamente, fui olhada como a rainha das vilãs e escutei reclamações. E daí? Dali a pouco, passou por mim uma criança, a que mais reclamou, correndo para jogar cabra-cega. Pisquei pra ela: "celular é bom, mas brincar no quintal é bom também, né?". Ela concordou. A gente sabe. ;-)

O resumo é que crianças e adultos divertiram, a quadrilha saiu, o encontro durou  até tarde e deu coragem para fazer uma festa inesquecível no Dia de São João.









sexta-feira, 14 de abril de 2017

Maritaca de família




A maritaca pousou estropiada em um fio no quintal. Devia estar voltando de uma briga feia. Silea viu, foi lá, esticou o dedo e a maritaca subiu. Bati a foto uns minutos depois, quando a maritaca comia banana no ombro dela. Já devia estar acostumada com pessoas. Avisamos a vizinhança. Meu primo da diretoria da rádio peão do bairro não ficou sabendo de passarinho fugido.



Foi assim que a maritaca entrou para a família. ELA porque é A maritaca. Eu chamo de louro quando estamos conversando uma com a outra, mas é apelido. A maritaca ganhou poleiro, água e comida e várias pessoas para conversar.


O dilema “Cortar ou não cortar as asas? ” respondeu-se com: “Eu gostaria de ter as minhas asas cortadas?”. Quando melhorou da briga, a maritaca voou para outras árvores. E voltou, por que com certeza é um bicho inteligente e provavelmente sensível. A maritaca passa o dia e a noite fora mas visitar várias vezes por dia, nem sempre na hora da comida. Do seu poleiro, manda recados para seu bando de maritacas. Das árvores manda recados também para o seu bando de pessoas, para não deixar a minha avó preocupada. Uma variação do amor.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Rir é o melhor remédio


Os chatos rabugentos que me perdoem, mas senso de humor é fundamental.

A relação de mãe e filhos é cheia de interdependências e negociações recorrentes. Sem capacidade de rir disso, a vida fica mais tensa.

A minha resposta para o "por que eu tenho que dormir agora?", "por que eu tenho que sair do tablet agora?" é "porque eu sou muito má", "porque adoro ver criancinhas sofrendo". Eles já sabem que para cada pergunta chata, uma resposta irritante. E a gente dá risada:
- Já estamos indo, já estamos indo. Já sabemos que seu sobrenome é maldade.  

Outro dia, Bebel estava combinando com a avó uma visita na casa dela, mas esqueceu de consultar a minha disponibilidade para fazer o frete. Quando chamei a atenção dela, tive que ouvir:
- Cocheiro, pode me levar na casa da vovó amanhã tal horário? 

Hoje eu estava na horta e pedi as crianças que lavassem o guarda sol. Eles cumpriram a tarefa mas depois começaram a conspirar. Não dei bola porque estava muito ocupada. Dali a pouco, foi deflagrada uma greve geral, com cartazes pela casa toda contra o trabalho, a necessidade de arrumar a própria bagunça e coisa e tal. Ainda bem que na volta da escola, eles já tinham esquecido o assunto pois, caso contrário, teria que usar de forças repressivas para lidar com os grevistas. 😏